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  • Edu Pizzabar

    Nossa equipe esteve no Edú Pizza Bar. Uma pizzaria que tem cara e vocação de boteco e vice-e-versa. Encontramos por lá o Tatu, velho conhecido da equipe.

    | Edú Pizzabar –  Agosto 2010

    Com mesinhas de madeira espalhadas pela calçada essa pizzaria faz as vezes de boteco. Ampolas na temperatura ideal, porções de lamber os dedos e a pizza? Também valeu a pedida.

    “Segunda é para profissionais” – foi assim que foi chegando nosso professor Noel que nos acompanhou até a hora em que o Edu teve que fechar o bar. (mais…)

  • Escalamos a seleção da música brasileira

    Uma seleção da música brasileira que brotou, lá pela décima cerveja, em uma conversa de boteco.


    Confira e dê seus pitacos!

    Em visita ao boteco Preste Atenção, lá pela décima cerveja, surgiu a seguinte discussão: e se tivéssemos que convocar a Seleção Brasileira da MPB?

    Depois de uma hora de intenso debate entre os integrantes do Cumbuca, cada um defendendo apaixonadamente a escalação de seus craques (e levando em conta os pitacos dos bêbados ao redor), chegamos ao um consenso com a seguinte formação da seleção da música brasileira:

    1- Pixinguinha

    2- Luiz Gonzaga

    3 – Noel Rosa

    4 – Lupicínio Rodrigues

    5 – Ary Barroso

    6 – Dorival Caymmi

    7 – Tom Jobim

    8 – Cartola

    9 – Gilberto Gil

    10 – Chico Buarque

    11 – Vinícius de Moraes.

    Técnico: Heitor Villa-Lobos

    Fiquem à vontade para questionar a lista e sugerir alterações. Mande para nossa equipe.

  • Manifesto pelos bares, botecos e botequins de Campinas

    Publicado 19/7/2010 (quando o site retornou ao ar)

    O botequim é o primeiro comércio surgido no Brasil. Surgiu, provavelmente, no improviso como quase tudo neste país. Um dia, um português, dono de armazém, colocou uma tábua como balcão e passou a servir vinho verde com sardinhas para os maridos que tinham ido comprar a verdura ou o legume do almoço. Vinho vai, vinho vem, a conversa não tinha fim: o primeiro freguês, mito fundador de todos nós, começava falando mal da mulher, logo criticava o técnico do seu time, o presidente da república, o preço do feijão… E terminava chorando no ombro de um desconhecido, fazendo uma confissão que nem ao padre faria. E este desconhecido, por um momento, se transformava num amigo de infância.

    Por tudo isso, não é exagero dizer que a civilização brasileira nasceu em meio a estas conversas intermináveis pelos bares, botecos e botequins, regadas à cerveja e cachaça, que atravessaram a noite dos séculos e nos deram uma identidade nacional, no jeito de ser, de amar, de sentir, de sofrer, de cantar, de comer e de brindar a vida. O botequim nos fez brasileiros na medida em que proporcionou uma experiência cultural num espaço de convívio essencialmente democrático. O autêntico botequim mantinha (e ainda mantém, apesar de vir perdendo terreno para seus simulacros) a porta sempre aberta para gente de todas as idades, etnias e classes sociais.

    O Cumbuca valoriza o botequim porque reconhece nele um elemento fundador da brasilidade, tão nosso quanto a cantina é italiana e os cafés são franceses. Somos contra a transformação do boteco em fetiche, em moda, em onda passageira, em artigo de luxo para poucos e selecionados. Quando o jiló passa a ser vendido a preço de caviar, quando os seguranças na porta se dão ao direito de barrar a entrada de alguém por causa da roupa ou da cor da pele, quando perdemos a intimidade quase familiar que tínhamos com o dono do boteco para sermos tratados como meros consumidores, que o boteco perdeu a sua função social. Deixou de ser cultura para se tornar um grande negócio, um empreendimento.

    A princípio, não somos contra os grandes negócios e os empreendimentos. Mas aqui, neste espaço, queremos valorizar os ambientes que ainda mantém vivos, cada qual ao seu modo, o espírito democrático do botequim, a autenticidade presente numa arquitetura preservada, no despojamento de uma decoração, na longevidade de uma receita de família que atravessou gerações, na relação de amizade e confiança estabelecida entre proprietários e clientes. Estes botecos são cada vez mais raros nas grandes cidades.

    Muitos não conseguem fazer frente à tentação fácil do lucro, outros sucumbem diante da especulação imobiliária. Mas há os que resistem bravamente e seguem como um espaço de resistência da brasilidade.

    O Cumbuca veio para documentar a existência destes pequenos comércios populares e evitar que suas histórias se percam no tempo. Mas também não pretendemos fazer propaganda deles, no sentido de recomendá-los para quem não conhece as regras da boa convivência dos balcões. Há que se chegar de mansinho, sem interferir na rotina do lugar, respeitando os que chegaram primeiro e mantendo a discrição.

    Não queremos inventar moda. Também poderemos destacar barzinhos, bares maiores e mais conhecidos, desde que sejam tradicionais e que ofereçam um bom cardápio, um bom chope, uma boa história.

    Agora chega de papo, molhemos as palavras!
    Vejam o guia e escolha o próximo bar ou boteco que irá visitar.

  • Preste Atenção Bar (Presta)

    Para comemorar em grande estilo o retorno de suas atividades etílicas, o Cumbuca elegeu o Preste Atenção Bar, o Presta, para ser o boteco homenageado no mês de agosto. Critérios afetivos guiaram a nossa escolha, já que o local é um velho ponto de encontro da nossa equipe.

    | Preste Atenção Bar (Presta) – Boteco do Mês – Agosto 2010

    Encravado entre uma sapataria e uma farmácia, o Presta, como o chamamos carinhosamente, preserva características de um antigo comércio de bairro.  Por exemplo: o controle do que é consumido no bar ainda é feito na base da caderneta [na verdade, o verso de um pacote vazio de cigarros], isso sem falar no mictório com rodelas de limão e na receita familiar empregada no preparo do carro-chefe da casa: as sardinhas [a cada dois dias, são consumidos 12 quilos]. (mais…)

  • Entrevista com Maguila Moreira

    Entrevista Maguila Moreira

    Maguila Moreira é antigo conhecido do site (hoje é editor do Cumbuca). Durante duas horas ele bebeu, fumou e conversou com nossa equipe que só conseguiu a entrevista após tirar o escorpião do bolso, sem antes revelar ao símio que seria convidado a colocar em ordem o Cumbuca.

    (mais…)