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  • Mulheres no boteco: perfil de Luiza, botequeira nata

    Luiza Scuratto Abdal Judice

    O que pesa, pra mim, é o clima do local, tipo de público, estilo musical que rola, aliado ao preço justo e qualidade das bebidas e comidas

    Luiza atua como produtora de eventos, até por esse motivo costuma ir com frequência a bares e casa noturnas, locais onde organiza muitos de seus eventos. Mas, independente do seu trabalho, Luiza sempre frequentou esses ambientes. Ela conta que o principal fator motivador às suas idas aos bares é a música e a socialização que esses espaços propiciam, bem como a qualidade das comidas e bebidas a um preço justo.
    Pelo menos uma ou duas vezes por semana Luiza bate ponto nos bares campineiros com amigos ou com a família. Tem dias que ela está inspirada e sai para beber, nesse caso opta por drinks e conhaques. Já nos dias que sai para comer porções quentes e frituras, ela opta por uma cerveja ou chope para acompanhar. Suas porções favoritas são as tradicionais e irresistíveis fritas com queijo e bacon, batatas rústicas e pastéis.
    Para Luiza, a combinação perfeita em um bar é um cardápio completo, com variadas opções de bebidas (cervejas, drinks, destilados), porções quentes e variedade de condimentos (molhos de pimenta, maionese temperada etc) além de um som que a agrade (rock alternativo, MPB, soul/groove), seja ao vivo ou em um toca disco. Luiza também acha importante que os bares sejam liberais e saibam lidar com a diversidade de pessoas que frequentam o local.
    Além de não tolerar nenhum tipo de preconceito, Luiza também torce o nariz para funcionários assediadores e bares que defendem público frequentador machista e conta que, apesar desses problemas, percebe uma forte presença feminina nos bares, fato que ela justifica pelo maior sentimento de liberdade e intenção das mulheres de ocupar locais antes julgados “inadequados”.

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  • Mulheres no boteco: Giuliana, amante da boemia

    Giuliana Wolf

    “Adoro sentar na calçada, poder ir de chinelo, o clima totalmente informal e a camaradagem dos garçons quando já te conhecem e te tratam como ‘da casa’ ”

    Giuliana ou ‘Giu’, como é conhecida pelos mais próximos, tem uma relação de amor com a comida desde sempre. Isso se reflete em tudo que ela faz, seja na escolha dos botecos para sair, nas viagens que faz ou no trabalho que exerce. Giu trabalha com, segundo ela, uma das melhores coisas do mundo. Ela é uma das fundadoras do Quintal da Cachaça, um clube de assinatura de cachaça artesanal.
    Giu conhece bem os botecos que são referência aqui do Cumbuca e está sempre a botecar. Conta que o calor é um grande incentivador de suas idas aos bares, mas diz também que não se prende a isso. O que ela gosta mesmo é de conhecer novos botecos, sempre que possível, ou então comer aquele quitute velho conhecido de um bar específico quando bate a famosa “lara”.
    Duas vezes por semana pelo menos ela está lá, firme e forte, acompanhada do seu namorado, escudeiro fiel, e de outros amigos, geralmente formando um grupo de pelo menos quatro pessoas que se sentam à mesa para bebericar, consumir porções variadas e filosofar sobre a vida.
    Quase sempre os pedidos se resumem a cachaça ou cerveja (de preferência bem gelada) e uma caipirinha pra acompanhar – “se o bar souber fazer uma das boas”, comenta Giu. Confessa que é pega pelo estômago e gosta de ir mais para comer – especialmente as porções fritas – do que para beber. Mas não se engane, as bebidas não ficam para trás não: “Acho que na maioria das vezes vou mais para comer (rs), mas é claro que a temperatura da cerveja e a seleção de cachaças também entram nessa equação!”.
    A liberdade em sentar na calçada, poder ir de chinelo, curtir o clima totalmente informal e a camaradagem dos garçons quando já te conhecem e te tratam como “da casa” são os ingredientes que atraem Giuliana aos botecos. Além disso, ela conta que aprecia as invenções de petiscos muito próprias de cada lugar, feitos com ingredientes do dia a dia.
    Conversando sobre coisas que a incomodam nos bares, ela diz que o mais chato é ser servida com cerveja quente (realmente unanimidade de reclamação) e, como mulher, ela aponta: “O que mais incomoda no bar, em geral, é o que mais incomoda na vida: você se sentir intimidada por olhares invasivos de homens que acham que, por estar ali, você quer ser comida com os olhos”.
    Giu acredita que, apesar de casos conhecidos de abusos em bares, as mulheres estão se sentindo mais seguras e querem conquistar um espaço que também é delas:
    “Apesar das mulheres, às vezes, se sentirem ‘acuadas’ por estarem em alguns lugares, elas não estão deixando de frequentar. Talvez estejam optando por não irem sozinhas, chamando amigas e, sim, indo ao bar e curtindo como têm direito. E para o caso de abusos, as mulheres têm feito denúncias, cobrado posições e, principalmente, cobrado mudanças na postura dos estabelecimentos e seus frequentadores. Acho que isso, de forma geral, também contribui para que mais mulheres se sintam seguras para frequentar os bares”.

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  • Mulheres no boteco: Miriam, botequeira assumida

    Miriam Abrahão

    “Quando leio algo sobre algum bar que não conheço, não me aquieto até conhecer”.

    Miriam é administradora de empresas e blogueira. Nos bares muitos já a conhecem pelo blog Dicas da Mi, no qual posta suas visitas aos bares e sugestões deliciosas de porções botequeiras. Ela é presença assídua nos bares por gostar do clima do lugar e está sempre conhecendo novos balcões. Pelo menos três vezes por semana ela está em algum deles. Ela conta que o segredo é ir uma vez no meio da semana pra desestressar, outra na sexta, porque é o dia oficial de botecar e mais uma ou duas vezes no final de semana. Parece uma boa estratégia, não? Quem a acompanha neste peregrinação, geralmente, é seu marido Beto, um felizardo. Vez ou outra alguns amigos também se juntam nesta empreitada.
    Como tira-gosto, os preferidos de Miriam são: frango a passarinho, torresmo, calabresa acebolada, porpetas, croquetes, coxinhas e, claro, os tradicionais “boquinha de anjo” campineiros. Ela come de tudo e pra acompanhar não pode faltar aquela cerveja trincando e bem servida. O foco das idas ao boteco é, principalmente, petiscar e beber. E não há nada melhor, né minha gente? Como boa botequeira, Miriam curte a energia do ambiente, conversa com garçons e com os donos e adora descobrir a história do bar e o petisco mais vendido. Prefere as clássicas mesas na calçada e não deixa de provar porções inusitadas, mesmo que não goste de alguns ingredientes. Para ela, a criatividade de alguns bares na elaboração de pratos é admirável e, por isso, é a favor de sempre experimentar algo diferente.
    Sendo mulher, ela conta que enfrenta alguns perrengues pelos botecos. O principal deles é encarar o banheiro de alguns lugares: a porta não fecha, o papel acaba e a higiene deixa a desejar. Outra coisa bem irritante que costuma acontecer em alguns bares é o garçom ficar enchendo os copos. Ela diz que acha mais legal e justo cada um se servir no seu tempo.
    Miriam nota a forte presença feminino nos botecos. “Posso confirmar esses números tanto pelo meu blog, onde o público é 59% feminino, quanto pelas minhas andanças, nas quais encontro muita mulherada reunida e animada nas mesas dos bares”. Ela acredita que isso se deve ao tempo em que vivemos, em que as mulheres, independente da idade ou estado civil, gostam de frequentar um bar para tomar cerveja e jogar conversa fora.
    Por ser frequentadora nata dos botecos, Miriam presenciou várias histórias curiosas, uma das mais marcantes foi essa que ela nos conta:
    “Certa vez estávamos num boteco, no qual o dono era famoso pelo seu humor característico. O bar servia pastéis deliciosos, mas pequenos comparados aos de outros bares. Como éramos fiéis clientes, estávamos acostumados com o tamanho e qualidade do pastel. Porém neste dia, um casal chamou o dono e reclamou do tamanho do pastel. Ele pediu desculpas e em menos de 10 minutos voltou à mesa com um pastel gigante, que era praticamente impossível de comer. O casal ficou meio sem graça. O dono do boteco deu aquela olhadinha para nós, abriu um sorrisinho safado e retornou ao seu lugar no balcão com a sensação de dever cumprido”.

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  • Boteco na Estação abre temporada sob a batuta das mulheres, neste sábado (19)

    As atrações do Boteco na Estação acontecem na Estação Cultura, com entrada e estacionamento gratuitos

    O Boteco na Estação abre sua temporada com uma homenagem ao mês das mulheres, neste sábado (19), e apresenta atrações culturais e empreendimentos formados sob a batuta feminina, das 13h às 18h30, na Estação Cultura. (mais…)