Fernanda Cavalcanti, 33 anos
“Acho extremamente curioso sentar e conversar com os proprietários sobre as histórias dos botecos, isso me fascina”
Fernanda vai aos botecos pelo menos duas vezes por semana para desfrutar do ambiente descontraído e da vasta quantidade de petiscos. Conta que sempre que possível tenta convencer os amigos a trocarem um restaurante ou bar mais refinado por um boteco mais sujinho, que é onde mais gosta de estar e se sente mais à vontade. Alguns amigos são parceiros frequentes em suas jornadas pelos balcões, mas seu namorado é ainda sua principal companhia, pois divide com Fernanda a mesma paixão, tendo inclusive um blog chamado Gole & Gula com relatos botequeiros e gastronômicos.
A cerveja é sua melhor amiga, mas de vez em quando não dispensa uma dose de Campari ou da caipirinha de Campari encontrada no Presta Atenção. Apesar de não atuar na área, seu interesse por comida vem desde a sua formação em Engenharia de Alimentos e confessa que a combinação comer e beber é indissociável, por isso uma coisa nunca vem desacompanhada da outra.
Suas porções prediletas são os lanchinhos boca de anjo com gorgonzola, pratos com joelho (do Rei do Joelho), porções fritas (como o doritos do mar do Bar do Carioca), pimentão recheado (do Bar do Fernando) ou o que for o carro-chefe de cada boteco. O que mais a atrai nos bares é o clima irresistível de camaradagem, animação entre os frequentadores, bem como os preços, geralmente, mais justos, as cervejas sempre geladas e as porções incrementadas.
Como frequentadora nata de botecos, Fer reclama de algo unânime entre as mulheres: os banheiros. Ela conta que os banheiros femininos costumam ser bem precários, sem papel higiênico, espelho, às vezes até sem porta, e isso acaba por desestimular a presença das mulheres nos botecos. Comenta que já é tempo de uma mudança de atitude por parte dos donos de bares com relação a isso, oferecendo melhores condições e otimizando assim esses espaços para o público feminino.
Ela conta que, apesar de encontrar muitas mulheres nos botecos, ainda percebe uma forte presença masculina que domina esses ambientes: “Acredito que bares e botecos mais simples ainda tem maior presença do público masculino, já em bares e botecos mais conhecidos você encontra mais mulher. Acredito que as mulheres estão em busca de locais mais descontraídos e animados para comer, beber e se divertir, mas elas ainda precisam se sentir mais seguras para frequentar esses espaços sem ligar para julgamentos”, destaca.
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