Letícia Marega, 26 anos (foto)
“O que mais gosto nos botecos é o clima de descontração, relaxamento e a diversidade cultural encontrada”
Letícia é administradora por formação e não dispensa um bar, seja durante os dias de labuta ou no fim de semana. Todo motivo é válido: costuma ir para encontrar amigos e jogar conversa fora, celebrar ocasiões especiais e até mesmo para afogar as mágoas. Adepta da filosofia de que não tem tempo ruim, ela vai aos bares para beber uma gelada nos dias quentes e para esquentar os dias frios. Desculpas não faltam para botecar.
Com ela não tem tabu. Geralmente, vai aos bares com grupos de amigos, mas quando ninguém está a fim, ela é suficientemente independente para ir sozinha e desfrutar de sua própria companhia, lendo um bom livro ou socializando com outras pessoas.
Para beber, cerveja e, de preferência, no tradicional copo americano de boteco. Não se apega muito a marcas, mas confessa que sempre fica de olho no preço e a que estiver mais em conta ganha. Dependendo do bar, Letícia desfruta também de um chope e uma dose de Jägermeister para dar um grau.
Apesar de suas idas aos bares terem foco no bate-papo, entrosamento e bebida, ela diz que não tem como não se render às delícias da baixa gastronomia. “Na real, uma coisa puxa a outra e sempre opto pelas iscas de frango, batatas fritas e outras porções rápidas e sem muito requinte”, comenta.
Letícia se sente cativada por esse clima ameno de boteco, em que ela pode ir para esquecer os problemas e curtir uma tarde ou noite despreocupada. A diversidade cultural também é um atrativo para ela, pois pessoas que nem sequer se conhecem podem se comunicar, trocar situações curiosas e estabelecer laços. Ela conta que ela mesma já fez alguns amigos em botecos e que hoje leva pra vida.
Como mulher, ela comenta que o que mais a incomoda é a divulgação de propagandas que colocam a mulher como objeto: “É comum as marcas de cerveja utilizarem mulheres nos comerciais como ‘isca’ para atrair homens e, geralmente, mulheres com um padrão de beleza que não é a realidade da maioria”. Se diz também irritada com o desrespeito de alguns homens que frequentam os bares e se julgam no direito de fazer piadinhas sexistas, de se sentarem à mesa sem serem convidados e coisas do tipo. Lamenta também quando presencia cenas nas quais os garçons e proprietários se calam diante dessas situações ou quando se colocam a favor dos opressores.
Apesar do assédio ainda presente, ela se diz feliz por encontrar tantas mulheres nos bares e fala que a luta da mulher não deve parar: “Estamos buscando além do reconhecimento, um espaço que nos foi tomado há anos, estamos nos impondo e exigindo mais respeito e tratamentos iguais. Isso merece um brinde”, enfatiza.
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