Mulheres no boteco: perfil de Larissa, ativista e botequeira

Larissa Alves da Silva, 22 anos

“As mulheres estão ocupando os espaços que elas PODEM E DEVEM ir. Elas trabalham, elas merecem. E se não trabalharem, merecem também”

 
Larissa é jornalista formada e atualmente estuda Direito. A inquietação diante das desigualdades é o que a move e o que faz com que ela esteja sempre envolvida em ações de transformação social, que elevam seu espírito. Nas horas vagas, Larissa gosta de se divertir, seja sair para dançar, acompanhar atrações culturais e, claro, ir aos botecos de Campinas.
Frequenta bares pelo menos a cada 15 dias e não precisa de muito pretexto para sair de casa. Geralmente vai para comemorações ou simplesmente para se reunir com amigos, tomar uma “cervejinha” e relaxar. Os paqueras também podem ser companhia, mas Larissa não se importa em dividir a mesa com ela mesma. Como de praxe, pede cerveja e, dependendo do bar, arrisca também uma cachacinha artesanal. Apesar de ir mais para comer do que beber, não ousa muito. Suas porções favoritas são as tradicionais batatas fritas, frango à passarinho, calabresa, polenta frita e, claro, as coxinhas (preferência nacional).
Para ela um bar tem que ter cerveja gelada, porções bem feitas e lugar para sentar. Tendo isso ela se sente quase totalmente à vontade. Quase por conta de alguns inconvenientes que enfrenta por ser mulher: “O que mais me incomoda é quando vou ao bar sozinha, porque toda vez que vou, vem gente encher o saco ou com uma olhada ou pagando uma bebida que eu não pedi”, desabafa.
Sobre a presença cada vez mais forte das mulheres nos botecos, ela comenta que “isso se deve ao fato de que as mulheres estão ocupando os espaços que elas PODEM E DEVEM ir. Elas trabalham, elas merecem. E se não trabalharem, merecem também”, conclui.

Gostou? Participe também contando o que você mais gosta nos bares e botecos!

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *