Karina Venâncio, 24 anos
“ Vou ao boteco pra ficar livre, poder rir alto, contar as histórias da semana, conhecer melhor aqueles ‘quase amigos’ que estão na mesa.”
Karina é advogada e trabalha a maior parte do tempo no escritório. É por isso que, nas horas vagas corre para um boteco, onde conta ser seu local preferido para rever amigos ou para um esquenta antes da balada. Ela conta que o boteco é uma boa pedida pra se divertir, sem ter que se preocupar com limpar a casa depois e é por isso que vira e mexe ela e seus amigos vão botecar. O boteco também é um refúgio naqueles dias que parece não ter nenhuma festa ou programação mais animada.
Nos bares, geralmente pede uma Brahma de 600 ou litrão, não é muito exigente para marcas de cerveja, mas faz questão que esteja trincando. Não é fã de drinks mirabolantes nem destilados puros, por isso, fica na cervejinha. Apesar de ir mais para beber do que comer, confessa que não resiste a uma porção ou outra pra forrar o estômago. As porções clássicas de batata ou polenta frita são as que mais agradam seu paladar botequeiro.
Karina conta que gosta do clima informal dos botecos: “Sinto que as pessoas ficam mais livres e animadas. É um lugar com menos julgamento, tanto na forma como você age, quanto na forma como se veste. Por isso não frequento os tais ‘barzinhos’, não gosto do ambiente que te força a vestir determinada roupa/sapato ou usar maquiagem pra estar adequada ao lugar. Prefiro o boteco barato, que a gente vai de jeans e camiseta com tênis ou chinelo e tudo certo”, comenta.
Como mulher, ela conta que o que mais incomoda nos botecos são pessoas invasivas, principalmente homens que ficam com olhares na mesa ou se intrometendo em conversas: “Vou ao boteco porque me sinto livre e não suporto ter essa liberdade tolhida por olhar alheio”, desabafa. Para Karina, a presença cada vez mais forte das mulheres em botecos, se deve ao fato de que “mulher que bebe” parou de ser vista como algo ruim pela maioria e assim elas se sentem menos reprimidas de frequentar esses espaços.
As idas aos botecos sempre trazem histórias e lembranças memoráveis e com Karina não é diferente. Quem disse que não surgem amizades verdadeiras nos botecos? Ela conta que, nas mesas de bar, muitos desconhecidos já se tornaram amigos, que já ouviu histórias das mais bizarras de amigos seus e que já viu contas de bares exorbitantes, mas que sempre se dá um jeitinho de pagar dividindo de forma justa entre os amigos botequeiros. Quando tem música ao vivo conta que já é de praxe pedir músicas e se divertir dançando com os clássicos sertanejos, sambão ou o que tiver tocando.
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