Mulheres no boteco: Veridiana divide trabalho com lazer nos botecos

Veridiana Weinlich, 33 anos

“Pra minha família comida é demonstração de amor e de cuidado. Então, quando vou a um boteco, espero encontrar esse amor”

Veri vira e mexe vai a um boteco. Um dos motivos que a levam às biroscas da cidade é a comida servida na casa. Essa tradição já vem de berço, porque desde pequena se acostumou a reunir-se com a família em volta da mesa e dividir pratos e histórias incríveis: “Pra gente comida é demonstração de amor e de cuidado, então, quando vou até um boteco, espero encontrar esse amor”.
Além do rango, ela conta que no bar o combo cerveja gelada + carisma do dono + ambiente informal + preços acessíveis a atrai e muito. Para completar a lista de razões, ela diz que seu trabalho como produtora cultural e seu envolvimento com o Concurso Comida Di Buteco há 7 anos (agora, como coordenadora local) também influencia nas idas aos botecos.
Os motivos citados a levam ao bar pelo menos duas vezes na semana em períodos “normais”. Já durante o Comida di Buteco a história é outra. O evento acontece durante 24 dias corridos nos meses de abril a maio e, por conta disso, ela frequenta botecos todos os dias, chegando a fazer maratona de 10 botequins por dia. Haja fígado!
As companhias nas jornadas pelos botecos são várias, desde sua namorada e fiel escudeira, até amigos, primos, sogros, cunhados e, às vezes, até a mãe de paladar exigente. Neste último caso ela confessa que não arrisca e opta pelos bares selecionados, com cardápio já conhecido. Assim, sabe que sua mãe irá aprovar. Vez ou outra também vai sozinha para relaxar e bater papo com os donos dos botecos encostada nos balcões, como uma boa botequeira gosta de fazer.
Sua pedida preferida pra tomar é cerveja, mas também experimenta algum drink, cachaça ou shot especial da casa se tiver sido indicado pelo dono ou pelos garçons. Quando o assunto é comida ela diz que seus preferidos são os lanches “boquinha de anjo”, tradicionais em Campinas, com possibilidades de sabores variados e inusitados.
Sobre a presença cada vez mais empoderadora das mulheres nos bares e botecos e que supera a quantidade de homens, ela comenta: “No processo de votação do Comida di Buteco temos na cédula de voto a opção do gênero. Tivemos no ano passado, no resultado nacional, 56% de votos femininos. Se você pensar, há 20 anos tratava-se de um universo completamente masculino e sem espaço para as mulheres. É claro que o mundo vem sofrendo suas mudanças sociais, mas acredito que com o aperfeiçoamento da culinária, da democratização do espaço, com a mídia e concursos de boteco, o acesso ficou mais fácil. Assim, a mulher, que costuma ser mais exigente, está cada vez mais em busca de qualidade e de ocupar esses estabelecimentos”.
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