Mulher gosta de bar e futebol sim senhor!

A mulher do século XXI veste a camisa do seu time do coração, acompanha os jogos, se diverte, sai sozinha, vai a botecos e, às vezes, faz isso tudo de uma única vez. O clichêzão de que mulher não gosta de futebol e não frequenta bares já virou conto da carochinha.

Mulheres tanto podem quanto devem e vão aos botecos para acompanhar clássicos e até jogos de várzea (sim, choquem). É cada vez mais comum encontrar uma mulher xingando o juiz, se exaltando com uma falta não marcada, indignada com a arbitragem favorecendo o time adversário. Nós sabemos muito bem que a arbitragem nunca está do lado do nosso time, certo? rs.
Eu, sempre que possível, visto a camisa do meu Palmeiras e assisto aos jogos nos bares. Não me peça para ficar calada nas partidas, recatada e comportada, principalmente se for final de campeonato, pois eu usualmente “saio” do corpo. Me descabelo, roo as unhas, estalo os dedos, suo frio, perco a voz, mas até mesmo as derrotas valem a pena ao lado de um copo geladinho de breja e de uma porção, de preferência frita, pra acompanhar. Existe coisa melhor? Eu duvido!
Não há nada como ficar com o coração na mão até os últimos minutos do segundo tempo, torcendo por um desempate, se arrepiar a cada pênalti cobrado ou se emocionar com uma vitória importante. Essa sensação de pertencimento e essa vibração ficam ainda melhores quando vividos em ambientes como dos botecos, nos quais todos estão sintonizados em uma mesma emoção e dividem uma mesma garrafa de cerveja.
Nessa hora o adversário – até mesmo o corintiano – vira seu amigo, porque ao final uma coisa é certa, independente do resultado, todos vão beber, seja para comemorar ou afogar as mágoas da derrota. Eu estarei sempre disposta a essa aproximação, pois futebol não se trata (ou deveria não se tratar) de rivalidade, mas sim de estreitar laços e respeitar as diferenças.
 


Andrea Nuñez,  jornalista (palmeirense) colaboradora do Cumbuca (saiba mais sobre a autora do artigo no QUEM FAZ)

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