Izadora Pimenta, 23 anos
“Quando vou a algum bar faço questão de três coisas: cerveja bem gelada, ambiente agradável e boa companhia”
Izadora Pimenta é jornalista por profissão e botequeira por opção. É vocal na banda Slow Jam Club que vem se apresentando atualmente nos bares do cenário alternativo de Campinas. Sua veia musical a leva constantemente aos bares seja para tocar, seja para apreciar um bom som ou prestigiar alguma banda ou cover. Mas Izadora não vive apenas de música e não dispensa um copo de cerveja, porções e um bate papo na mesa de bar.
Ela conta que o que a leva aos bares é a soma de três fatores: boa companhia, bons preços e shows. Pelo menos a cada duas semanas vai a algum bar com o namorado, amigos e até mesmo com seus pais que compartilham seu gosto de botecar. Por não ser muito chegada a drinks mirabolantes, quase sempre pede cerveja. Esta dispensa misturas e ingredientes, ela se basta e fica ainda melhor com batata frita e coxinha (porções favoritas de Izadora). Ela compartilha a exigência da maioria das pessoas que vão a algum bar: quer cerveja bem gelada, ambiente agradável e boa companhia.
Numa mesa de bar as horas passam sem nem se notar e entre um gole e outro as pessoas da mesa trocam lembranças, risadas e interagem num clima cordial. Mesmo nos momentos em que os humores se exaltam em discussões fervorosas, o que sobra ao final sempre é a camaradagem e o respeito pela diversidade de ideias. Não sabemos dizer, apenas sentir – essa sensação que só frequentadores de botecos sentem ao se sentar em uma mesa de bar e fazer de uma noite qualquer, um dia memorável.
Apesar dos bons momentos, vez ou outra, pode-se presenciar alguma situação desagradável em um bar ou se sentir desconfortável com uma ou outra atitude machista. Izadora conta uma dessas situações: “O que mais me incomoda nos bares é quando algum homem da mesa pede algum drink e quando as bebidas chegam, o garçom serve essa bebida para mim, achando que por ser mulher eu pedi o drink e não a cerveja ou chopp”.
Mas, apesar dessas pequenas situações, ela conta que o cenário está mudando e que as mulheres hoje em dia têm mais consciência da sua independência e não ficam mais encabuladas em fazer algo que antes era visto como “exclusividade dos homens”. Mulheres também botecam, sim senhor!
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