Marita Siqueira
“Costumo ir ao bar muitas vezes, principalmente aos sábados, em que faço ‘via sacra’ pela cidade e frequento aqueles que considero como extensão do lar”
Marita é jornalista, trabalha como repórter na RAC (Rede Anhanguera de Comunicação) e é colunista do Doses, na revista Metrópole. Ou, seja, tem gabarito pra falar de bar. Nas horas vagas não precisa nem pensar muito para decidir seu lugar preferido, já que o boteco é sua segunda casa. Ela conta que não carece de motivação para ir a um bar, basta estar com o fígado em bom estado.
Marita costuma frequentar os balcões de 3 a 4 vezes por semana e, dependendo do dia, vai em mais de dois botecos por vez, principalmente aos sábados, quando dispõe de mais tempo para se dedicar ao seu hobby.
Ela conta que já foi mais assídua nas idas aos bares. Costumava bater cartão quase todo dia após o expediente. Mas, com o encarecimento das bebidas, tem preferido ficar em casa, transformando-a em um verdadeiro boteco com música de qualidade, cerveja gelada, petiscos deliciosos e personalizados, e claro, com a companhia dos amigos que não podem faltar.
No bar, divide a mesa ou o balcão, com o namorado, Bruno Ribeiro, também grande apreciador da cultura de boteco e com alguns bons amigos. Suas bebidas preferidas são cerveja acompanhada de Campari de aperitivo. Dependendo do dia também pede gim ou vinho. Suas porções mais apreciadas são as em conserva como jiló, tremoço, cebolinha e alguns pratos típicos como moela, coraçãozinho de frango, pé de porco, dobradinha, sarapatel, rabada e o tradicional caldinho de mocotó nos dias de friaca.
O que mais encanta Marita nos botecos é o clima informal, descontraído, no qual todos interagem para falar de temas como política, futebol, literatura e até filosofar sobre o sentido da vida. Se justifica: “por isso, prefiro o balcão à mesa; o pé sujo ao ostentado”.
Ela conta que em alguns botecos fregueses machistas e conservadores agem de forma constrangedora. Quando isso acontece, procura ignorar tais comportamentos ou até mesmo a evitar esses locais. Sobre a presença cada vez mais assídua das mulheres nos bares comenta: “Acho muito natural. Somos um país jovem, com democracia recente, portanto, é compreensível que a igualdade entre os gêneros em lugares como botecos tenha tardado um pouco mais do que em países como a Espanha e a França, onde as mulheres frequentam os botecos há mais tempo. Veja por exemplo o Rio de Janeiro, cuja colonização teve forte influência francesa, as mulheres e senhoras vão muito aos botequins. São Paulo é um lugar mais conservador, sobretudo no interior. Estamos ainda nessa transição de processo evolutivo, mas no balcão me vejo como um ser humano, que dá e exige respeito”.
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